quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Acorda 2011, anda brincar!
Acorda, menina linda
Anda brincar
Que o Sol está lá fora à espera de te ouvir cantar
Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer
Anda ver que lindo presente
A aurora trouxe para te prendar
Uma coroa de brilhantes para iluminar
O teu cabelo revolto como o mar
Acorda, menina linda
Anda brincar
Que o Sol está lá fora à espera de te ouvir cantar
Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer
Em que terras de sonho andaste
Que Mundo te recebeu
Que monstro te meteu medo
Que anjo te protegeu
Quem foi o menino que o teu coração prendeu?
Acorda, menina linda
Anda brincar
Que o Sol está lá fora à espera de te ouvir cantar
Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer
Anda a ver o gato vadio
À caça do pássaro cantor
Vem respirar o perfume
Das amendoeiras em flor
Salta da cama
Anda viver, meu amor
Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer
Respirem o cheiro das amendoeiras em flor, vejam o gato vadio e o pássaro cantor, ofereçam o sorriso ao dia e não deixem o sol muito impaciente para vos ouvir cantar!
Um beijinho para todos!
Feliz 2011!
Sejam Felizes! ;)
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domingo, 5 de dezembro de 2010
Escrito nas Estrelas
Num mês dedicado à Luta contra a Sida e contra a Discriminação, relembro os Queen na figura de Freddie Mercury, para mim um dos melhores cantores/artistas de todos os tempos.
Morreu no início da década de 90, altura em que a SIDA era considerada uma doença exclusiva de homossexuais e toxicodependentes, e em que a ignorância sobre o contágio era muita. Mas, apesar de tudo, teve sempre os seus companheiros de grupo a seu lado.
Hoje, mais de 20 anos passados, algumas mentalidades mudaram. Mas ainda existem muitas mentes moralistas e discriminatórias. Mesquinhas...
Como se, por muito que nos seja difícil perceber o porquê ou o como, pudéssemos julgar alguém como Pessoa pela orientação sexual ou por ser portadora de alguma doença, independentemente da forma como a contraiu.
Falar, como já ouvi, que deviam ser os doentes de SIDA a pagar os antiretrovirais é desumano e cruel. Porque foram eles que a contraíram? Porque não tomaram precauções? Porque são toxicodependentes? Porque são homossexuais? E os que confiaram? E a cada vez maior percentagem de heterossexuais que têm HIV? E as crianças?
Não será já tremendamente injusto estar doente?
Não seremos todos igualmente humanos?
Onde está a Humanidade de alguns?
Que eu saiba, a vida é para ser vivida. As opções existem todos os dias, para toda a gente. Pode-nos ser mais fácil perceber determinadas pessoas do que outras, determinadas atitudes do que outras. Mas ninguém está imune. Basta estar vivo. Basta Amar. Basta Confiar. Basta Arriscar.
De moralistas está o Inferno cheio, se é que existe.
O primeiro recém-nascido que vi na Neonatologia era filho de mãe HIV+. Mal nasceu, levou um banho de Betadine e teve a sorte de nascer num país ocidental, onde a mãe pôde fazer profilaxia para que a criança não nascesse seropostiva. Só aos 6 meses de vida se poderá dizer que está livre da doença.
Independentemente da forma como a mãe contraiu a doença, não merecem esta mãe e criança passar muitos e muitos anos juntas?
Para quê complicar coisas tão simples?
As pessoas precisam de abraços, não de julgamentos morais.
E todos precisamos de Amor. Isso está escrito nas estrelas.
Um beijo, sejam Felizes.
I'm taking my ride with destiny
Willing to play my part
Living with painful memories
Loving with all my heart
Made in heaven, made in heaven
It was all ment to be, yeah
Made in heaven, made in heaven
That's what they say
Can't you see
Oh I know, I know, I know that it's true
Yes it's really ment to be
Deep in my heart
I'm having to learn to pay the price
They're turning me upside down
Waiting for possibilities
Don't see too many around
Made in heaven, made in heaven
It's for all to see
Made in heaven, made in heaven
That's what everybody says
Everybody says to me
It was really ment to be
Yeah, yeah
When stormy weather comes around
It was made in heaven
When sunny skies break through behin the clouds
I wish it could last forever, yeah
Wish it could last forever, forever
I'm playing my role in history
Looking to find my goal
Taking in all this misery
But giving in all my soul
Made in heaven, made in heaven
It was all ment to be, yeah
Made in heaven, made in heaven
That's what everybody says
Wait and see, it was really ment to be
So plain to see
Yeah, everybody, everybody, everybody tells me so
Yes it was plain to see, yes it was ment to be
Written in the stars...
Written in the stars...
Etiquetas: magyar
Impressões e coisas que acontecem...,
medicina,
sentimentos
terça-feira, 23 de novembro de 2010
No Berçário!
Na magia da Neonatologia até Janeiro...
Todos os dias nascem e são tão lindos...
E tão pequeninos.
Aqui começa a vida.
sábado, 20 de novembro de 2010
Uma noite para comemorar
Esta é só uma noite para partilhar
Qualquer coisa que ainda podemos guardar cá dentro
Um lugar a salvo para onde correr
Quando nada bate certo
E se fica a céu aberto
Sem saber o que fazer.
Esta é uma noite para comemorar
Qualquer coisa que ainda podemos salvar do tempo
Um lugar para nós onde demorar
Quando nada faz sentido
E se fica mais perdido
E se anseia pelo abraço de um amigo.
Esta é só uma noite para me vingar
Do que a vida foi fazendo sem nos avisar
Foi-se acumulando em fotografias
Em distâncias e saudade
Numa dor que nunca acaba
E faz transbordar os dias.
Esta é uma noite para me lembrar
Que há qualquer coisa infinita como um firmamento
Um sorriso, um abraço que transcende o tempo
E ter medo como dantes
De acordar a meio da noite
A precisar de um regaço.
Esta é só uma noite para partilhar
Qualquer coisa que ainda podemos guardar cá dentro
Um lugar a salvo
Para onde correr
Quando nada bate certo
E se fica a céu aberto
Sem saber o que fazer.
Esta é uma noite para comemorar
Qualquer coisa que ainda podemos salvar do tempo
Um lugar para nós onde demorar
Quando nada faz sentido
E se fica mais perdido
E se anseia pelo abraço de um amigo.
Ontem a minha tia Edite fez 45 anos (ela é leitora assídua, mas não comenta com frequência), no passado dia 10 a minha prima Carolina fez 9 anos. No Domingo vamos celebrar.
Um beijinho para elas, adoro-vos muito.
Um beijinho para todos os que lerem, há sempre noites para comemorar...
E é tão bom um abraço numa noite de chuva...
Beijinhos doces.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Cheia de sono, mas com vontade de actualizar este Mar.
Não tem sido fácil, prometo algo mais inspirador para amanhã.
O tempo não abunda, mas é preciso geri-lo como bem precioso que é...
Um beijinho enorme daqui deste cantinho.
Um bom dia de trabalho.
Fica muita ternura e sonhos, muitos e dos bons, só dos bons! ;)
Não tem sido fácil, prometo algo mais inspirador para amanhã.
O tempo não abunda, mas é preciso geri-lo como bem precioso que é...
Um beijinho enorme daqui deste cantinho.
Um bom dia de trabalho.
Fica muita ternura e sonhos, muitos e dos bons, só dos bons! ;)
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Tia Árvore, um pouco de magia ao dia
Todos os que passam, param para a apreciar, com mais vagares e demoras do que é habitual. Mesmo os que apressam normalmente o passo, quando os olhos poisam naquele verde alto e imenso, perdem a velocidade e contemplam a árvore, durante alguns momentos, como se, assim, pudessem respirar melhor.
Todas as árvores do parque sentem admiração por aquele porte tão direito, pela folhagem intensa, apesar de, conforme se diz, a idade da Tia Árvore ser já uma idade avançada. Tão avançada que vai para além do tempo dos réis, das rainhas e das princesas, que viu passearem coches e caleches puxados por belos cavalos.
Mas a Tia Árvore preenche-se sobretudo dos que se aproximam, dos que passam perto, dos que procuram uma sombra ou outro qualquer conforto dos muitos que a Mãe Natureza reserva. Mais do que conforto: prazer!
in A Tia Árvore, de Madalena Santos
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
A velhinha
Num domicílio, espera a velhinha e espera a senhora.
A velhinha anseia aquela visita. Para ela, todos os dias são iguais. Para ela, já há muito que a rotina se instala lentamente. Já baralha os pensamentos... e as dores são tantas!...sempre cheia de dores... As costas estão deformadas pelo tempo, a memória está enfraquecida pela solidão, os músculos estão velhos, o cabelo velho, o cansaço velho, quase tudo velho.
A velhinha já mal dorme. Quando aparece a senhora, logo pela manhã, a velhinha arriba um pouquinho.
A senhora vê a velhinha confusa, triste, a cheirar a urina... E tenta resolver tudo, minorar aquela dor. A senhora dá a medicação, lava e veste a velhinha, deixa o almoço e fala com ela.
Chegam o médico e a menina. A velhinha tem esperança, mas por outro lado sente-se velha e sozinha. Diz que já não tem ninguém, nem marido, nem sobrinhos, nem irmãos. Chora.
O médico receita nova medicação, pára o medicamento que faz a velhinha levantar-se muitas vezes de noite para ir à casa de banho. Receita um medicamento para ajudar a velhinha a dormir, a pedido da senhora. Receita um medicamento forte para as dores. E a velhinha sente-se mais amparada. Começa a conversar. Diz que é do Minho, que já vive em Lisboa há mais de 50 anos. A menina observa e ouve.
Chega a hora do médico ir embora. A velhinha fica triste.
O médico aperta a mão da velhinha, a velhinha sente que em breve ficará sozinha.
A menina aperta a mão à velhinha, a velhinha não deslarga essa mão. Diz que alguém assim é que ela precisava, alguém com quem pudesse conversar e que lhe fizesse companhia. Elogia a senhora, diz que ela é muito querida. Mas sente que tem muitos tempos vazios, sem ninguém. A menina diz à velhinha para ter força, que já é bom ter aquela senhora que é tão dócil e que lhe faz um pouco de companhia.
E vão-se embora.
Ficam a velhinha e a senhora.
A senhora é apenas voluntária.
A velhinha é apenas velhinha.
O médico é apenas médico.
A menina é apenas menina. Fica a pensar... E lembra-se de uma frase da velhinha.
Enquanto há vida há esperança.
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